28 junho 2010

A vez das rosas...




No moinho dos cisnes as casas são velhas e contam coisas de outros tempos. As fachadas tem a cor natural da pedra, sem maquiagens. Os telhados são todos escuros, cobertos por telhas de ardósia. Chaminés se erguem por entre as telhas e observam incansáveis o cenário. Há muitas vidraças, mas poucas cortinas. Espaços transparentes, cheios de luz. As ruas são pequenas linhas que se entrecruzam. Elas separam as fileiras, mas encontram-se sempre em algum lugar. No moinho dos cisnes as ruas são ladeadas de jardins. E que pequenos que são... Minúsculos espaços que se transformam num milagre verdejante nas estações quentes. Arbustos floridos encortinam as alvenarias, como se estendessem sobre elas mantas coloridas. Plantas trepadeiras escalam a parede na avidez de um encontro sonhado. Inquietas, abraçam os muros com mil braços estendidos. As clematis requebram as divisórias e decoram em sublime floração. Os cisnes nadam na enseada. É lá... onde ela mora, na velha casa - no moinho dos cisnes.


22 junho 2010

10 junho 2010

08 junho 2010

Normann Copenhagen





Hoje entrei na Loja da Normann Copenhagen e... que emoção: tocava música brasileira em alto som. Isto já é quase comum por aqui. Esse povo adora a nossa música. Eu quase derreti. Em homenagem, faço este post.

A loja se localiza no bairro de Østerbro, onde moro. Nada como um espaço de um antigo cinema para abrigar e expor tantas coisas bonitas.

Imagens Google

03 junho 2010

Quarteirão dos Compositores


Casas estreitas, unidas, geminadas. Parecem de mãos dadas. O lugar onde moro é um quarteirão de casas todas iguais. Foram construídas há cem anos atrás. Moramos no Quarteirão dos Compositores - uma pequena vila dentro do Bairro de Østerbro, não longe do centro de Copenhague. Cada rua foi batizada com o nome de um compositor dinamarquês.

De minha janela olho as outras casas. Vou para a rua. Caminho e percebo o mundo pequeno, como se fosse um ninho. Trilhas miudinhas, um jardim de malvas. Há música dentro delas, são eles que estão compondo... ainda! Encontro o menino, a moça, a vovó, que me faz um sorriso. Aqui uma bola, ali a bicicleta. Trezentas e noventa e três casas. Trezentos e noventa e três castelinhos de sonhos.

Fachadas uniformes, mas nada monótonas. Cada moradia leva um traço de sua personalidade que a distingue de todas as outras: a cerca, a gérbera, um banco, o guarda-sol, a cerejeira em flor, as lanternas, o carrinho de nenê, a casa de passarinho, a roseira. Janelas sem grades, poucas cortinas, somente vidraças. Quase todas com moldura branca, ou verdes, algumas azuis. Um lugar... Quarteirão dos Compositores. Nada pomposo. Sem contrastes. Para mim... apenas bonito.