segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Hai-Kai de Outono 
 Uma borboleta amarela? 
Ou uma folha seca 
Que se desprendeu 
e não quis pousar? 

Mário Quintana











domingo, 28 de setembro de 2014

Quando a natureza se prepara para o sono hibernal... 
então o açafrão de outono começa a florir. 
Em meio a folhas caídas nascem pequeninas flores, 
formando um mosaico de brotos em lilás. 
E eu me impressiono com a imensa flora, em miniaturas. 
Nossa, veja quantas! Em grupos, em multidões, 
em assembleias extraordinárias... decidem 
florescer, para enfeitar o mundo : Olá, cá estamos! 
(... parece que me falam, em jograis de lindas vozes.) 






Beijo da Ila

quinta-feira, 25 de setembro de 2014



Está uma manhã adorável. 
Eu eu nem sei o que com ela fazer.
Estou feito Cecília hoje: Ou isto ou aquilo? 
Não sei se saio para fotografar ou se vou fazer compras. 
Se continuo a faxina, ou se faço um bolo. 
Se varro folhas no jardim ou se arrumo o guarda roupa. 
Se escrevo para a amiga, ou se leio Mia Couto. 
Ou isto ou aquilo? Já sei... fico com o isto! 
Vou sair! Sozinha? Não, sonhos vêm comigo. 

Frederiksborg Slot
em Hillerød - 
não muito longe de Copenhague
















Pense em algo... que é belo. 
Fale palavras boas. 
Descubra o valor das pequenas coisas. 
Recorde momentos felizes.
Contemple com o coração.



Imagem: Ilaine


Ventos de outono balançam o dia. 
Sinto, cá e lá, aromas de de frutas maduras.
Aqui, no Jardim Botânico, 
a festa continua - agora com outro tema. 
As árvores mudam de roupa, nesta época preferem cores vivas. 
As formigas fazem fileiras e carregam alimentos nas costas - 
é preciso fazer depósitos para quando no inverno estiver fazendo frio demais. 
A garça- real, perdida em sonhos, observa as águas do lago 
e nunca se cansa, apoiando o corpo em apenas uma das patinhas. 
Namorados passeiam ao sol do entardecer. 
Os dias estão reluzentes e cada vez mais curtos. 
Outono intenso, real, absoluto - sem disfarces.









Águas doces e salgadas
caracterizam o mapa de minha cidade.
Com águas convivo... azuis líquidos, a cor da saudade.
Constantemente exercito desvendar seu claro rosto e
tento – em vão – palavrear sua real existência.
Ao vê-la, sinto-me feliz. Meus passos então se apressam e,
em minha sofreguidão, acabo correndo para na água molhar
meus pés ou para brincar com sua fresca e maleável textura,
segurando-a  na palma de minha mão.
Águas procuram caminhos, deitam sossegadas em grandes vales,
penetram em fiordes, saltam cataratas e banham arquipélagos.
Depois se entregam ao mar. 









Imagens: Ila


O outono me encanta sobremodo.
Lá onde, em ares primaveris, havia feixes de flores
frescas, agora em setembro... há cachos de frutas, ou
sementes coloridas. Do broto fez-se o grão maduro
e fértil. Há um belo mistério nessa gestação -
os ciclos se fecham, as estações passam por nós.

"Cada dia a natureza produz 
o suficiente para nossa carência. 
Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, 
não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."

 Mahatma Gandhi








Imagens: Ilaine

domingo, 21 de setembro de 2014

Quer saber? 
Queria estar aí e tomar chimarrão. 
Conversar. Rir a toa. Passear no bric. 
Comer torta de bolacha. Sentar na grama verdinha. 
Tomar mate doce. Comer pastéis. Preparar o almoço. 
Fazer um cafezinho. Dar uma volta no centro. 
Contar coisas... Ah, minha nossa! Domingo de saudades!



Beijo da Ila