quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reencontro minhas árvores e a parte de mim que nelas ficou. 
Descubro que a saudade, adormecida-acordada, 
é maior do que eu calculava, bem maior do que eu supunha. 
Então (eu poderia jurar!) é como se elas por mim tivessem esperado, 
como se soubessem de minhas demoras; 
como se tivessem percebido minha ausência.  

Imagens: ontem, em meu quarteirão, que 
tem um nome, do qual gosto muito:
o quarteirão dos Compositores



Cisnes Jovens 

sábado, 18 de abril de 2015

Minhas manhãs começam cedo. Já fui no Emmerys comprar pão e, milagrosamente, consegui renunciar aos muffins de chocolate. De bicicleta segui a pequena rua, ladeada de jardins. Os pássaros ensaiam os cantos, agora em todos os arpejos. E o sol está de visita. Veio para ficar. Hospedou-se. Edificou a barraca para veranear. Trouxe um afago caloroso, tenso, como quem quer suprir suas falhas, sua culpa - essa imensa falta, os constantes atrasos. Seus raios tingem o mundo de luz, raios feito braços compridos enrolados, como os ramos da chuva azul que se enroscam por cima da cerca e se agarram nas paredes de tijolos vermelhos. O sol agora mora no hemisfério norte. Quando coadjuvante no inverno, agora é protagonista. Atua no cenário, metade herói, metade vilão. Debruça preguiçoso nos telhados de ardósia. Transforma a noite em quase dia. Ilumina e brinca. Esquece dos segundos, dos minutos, das horas... e deixa tudo alvo, claro – como se fossem noites brancas. Precocemente, traz a aurora. Espia para dentro de meu quarto, como quem diz, em gargalhadas: Veja, cá estou, bem acordado. Minhas manhãs são madrugadas... insones, como o sol. 









quinta-feira, 16 de abril de 2015

É primavera em Copenhagen










sábado, 14 de fevereiro de 2015

Amizade 
é um amor 
que nunca morre. 

M. Quintana 

Happy Valentine's Day!
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Com o tempo, você vai percebendo que, 
para ser feliz, 
você precisa aprender a gostar de você, 
a cuidar de você e, principalmente, 
a gostar de quem também gosta de você. 
M. Quintana 

... e eu gosto muito de você!
Bom dia, queridas e queridos! 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sabe o que eu quero de verdade? 
Jamais perder a sensibilidade, 
mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. 
Porque sem ela 
não poderia sentir a mim mesma...” 

Clarice Lispector 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A felicidade hoje... percorreu um longo caminho. 
Ela veio encontrar-me pelas mãos do carteiro 
e foi enviada por uma alma linda e sensível.
 Die hellen Tage - um pouco de nossa história?... 
Danke, du Liebe!