sexta-feira, 29 de agosto de 2014

 O verão se dilui, vagarosamente.
Spätsommer. Sensommer. Late summer. 
É evidente, mas sensível. 
A brisa toca de outro modo. 
O sol agora está de amores com o outro lado do planeta. 
Os raios abraçam o sul do hemisfério. 
É lá que agora quer morar.




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

É impossível não sentir os ritmos das estações que, por aqui, se caracterizam de forma vigorosa e peculiar. O tempo urge, chegou agosto e já lá vai pela metade. Mês de hibiscos, de dálias e margaridas de várias cores. Hoje comprei um crisântemo, em castanho avermelhado, para enfeitar a mesa no jardim. Na floricultura haviam também vistosos buquês de gladíolos, iguaizinhos com as que mamãe cultivava. Já as malvas, estão com fartas sementes e as castanhas, em poucos dias, estarão saindo de sua espinhosa cúpula. Os dias estão mais curtos, há outros ventos e cheiros – verão tardio – como falamos, docemente. O mundo parece que está a sossegar. É como se tudo estivesse sendo embalado por um movimento adágio – mais lento que o andante, melancólico e sustenido como na Sonata ao Luar. Na verdade, com ou sem sinfonias, com ou sem Beethoven, o verão está por um fio. E o outono me parece... já está na soleira da porta, a esperar por um convite para entrar. A exuberância das cores me inspira e eu me deixo arrastar por uma força que ainda não consegui definir. Sinto-me minúscula diante de tanta poder – que me molda, que embriaga, que me vira do avesso. Literalmente. 














segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sabe!
 Eu queria ter escrito algo imenso para você hoje. 
Mas cadê as palavras? 
Não as encontrei em lugar nenhum dentro de mim. 
Então... deixo uma imagem e um carinho, 
que podem contar, contar tantas coisas para você. 
E no mais, queria só dizer: 
vire a página do ontem e seja feliz hoje!

Boa semana!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Que direção tomar? Escolho o lugar para onde vou. 
Levo a máquina fotográfica, meu celular,
uma garrafa de água e muita emoção. 
Sair para fotografar é sempre um evento para mim. 
Simplesmente adoro e no momento me parece algo indescritível. 
Nem sempre as imagens ficam boas,
nem sempre encontro a luz e a s cores que procuro... 
mas nunca, nunca a poesia me abandona.
Ela me acompanha, segura minha mão e me guia. 
Caminhar e fazer fotos é uma terapia.
Os quadros se agrupam diante de mim e,
em contradança, aos pares, desfilam para mim.
O mar que nunca fica longe, é um ponto de encontro. 
O azul sempre sereno reflete acordes perfeitos e
eu ouço uma canção de muito longe. 
Ondas e gaivotas se unem em esplêndidas coreografias. 
Bebo meu alvoroço e sento na beira do cais. 
Sinto que acabei de chegar – a imagem é o embrião,
o texto haverá de nascer em parto normal... de minha embriaguez.


Fotos: arredores de Copenhague
nos bairros de 
Østerbro & Hellerup




















sexta-feira, 25 de julho de 2014

Fazia tempo em que não ia para Munique, 
uma das primeiras cidades 
que conheci em minhas viagens. 
Talvez você a conheça também. 
Então... vamos recordar?
Bom passeio!


A Prefeitura de Munique no
Marienplatz

















Busto de Sophie Scholl  com rosas brancas no hall de entrada da Universidade de Munique.
  
Alemanha, em plena II Guerra Mundial. 
Os Geschwister Scholl –  Hans e Sophie – 
jovens universitários,
eram membros ativos do grupo Weisse Rose,
movimento de resistência contra o regime nazista. 
Os irmãos Scholl foram denunciados em fevereiro de 1943 
pelo caseiro da Universidade, 
quando distribuíam panfletos no hall em 
manifestos contra Hitler. Hans e Sophie foram condenados 
à morte em 22 de fevereiro de 1943.
Hoje são exemplos marcantes de coragem civil.

 
O filme:  
 Sophie Scholl – Die letzten Tage, 
com belíssima interpretação de Julia Jentsch, 
mostra os últimos dias da vida de 
Sophie Scholl. 
Imperdível! 


Os panfletos na entrada principal da   
Ludwig-Maximilians-Universität em Munique.


Sei que faz muito tempo, mas ao estar no lugar, 
onde algo tão triste aconteceu...
é impossível não se emocionar.


Schloss Nymphenburg