09 julho 2013

Urbe herdada

Encontrei-a enfeitada. Meu olhar se perdeu em paredes medievais - algumas coloridas, outras caiadas. As construções que vi não eram muito altas e nem tão majestosas, mas belas. As janelas eram como olhos que me olhavam. E sorriam. Toda a cidade parecia querer me falar algo. Eu podia ouvir os sussurros por entre as antigas construções. E o ar, este cheiro forte de mar. Canais pontilhados de embarcações. Ruelas para andar. Sentia-a muito perto. Ela me acolhia, podia perceber seu afago. Era um pouco estranha para mim, mas não distante. Nem fria. Nada queria esconder, sua autenticidade era o início de fáceis percursos. O balanço de minha procura... Ou eu a amava, ou não. E as amarras haviam sido lançadas nas âncoras. Já não poderia soltá-las com minhas mãos. A saudade viera também, eu a identifiquei na proa de cada navio. Mas a leveza dos cantos me fascinava: os jardins, as águas, os parques, os lagos, os castelos. Ouço agora as outras melodias... São baladas. É o mundo que criei, na cidade em que vivo. Urbe herdada. 



Copenhague
















"Sabemos que Copenhague não é New York... mas nós agimos, como se fosse!"







Estilo eclesiástico - quando se fala na arquitetura antiga dessa cidade...
Cidade das torres!

Outro dia tem mais... MAR!

08 julho 2013

15 junho 2013

Felicidade é quando Mariane vem na minha casa...
e traz amoras do seu jardim. Frutas vermelhas, deliciosas.
Sobraram essas para fotografar... 

Lindos dias para todos! 


07 junho 2013

Da felicidade
Quantas vezes a gente,
em busca da ventura, 
Procede tal e qual o avozinho infeliz: 
Em vão, por toda parte, 
os óculos procura 
Tendo-os na ponta do nariz! 
Mário Quintana 

05 junho 2013

... e que haja flores nos caminhos... 

01 junho 2013

Saudade é amar um passado que ainda não passou.
É recusar um presente que nos machuca.
 É não ver o futuro que nos convida... 
Pablo Neruda
Imagem: Ila

27 maio 2013

Fiz a escalada da montanha da vida 
removendo pedras e plantando flores. 

Cora Coralina 


22 maio 2013

Me faz sonhar...
 e imaginar! 


20 maio 2013

Outono é outra primavera, cada folha uma flor. 
Albert Camus 


14 maio 2013

Para a postagem coletiva da querida Norma - Pensando em Família - deixo este texto para vocês, cujo tema é: Famílias e Impactos Tecnológicos.





Comunicar-se é um processo amplo. Falo de um sistema que abrange a expressão e a interpretação, cujos ensaios e ferramentas ocupam nosso cotidiano de forma magnífica. Manifestamo-nos através da música, que irradia uma mensagem universal. A escrita, em forma de símbolos, já foi usada como meio de expressão na idade mais remota da história humana. O cinema, a literatura e a mídia atingem um número imenso de receptores, a assim chamada cultura de massa, processando um salutar efeito na sociedade em que vivemos. Comunicar-se é, na verdade, um aprendizado constante, pois não vivemos isolados e nem tampouco somos completos. Em sua magnitude, a troca é fundamental.

Dispomos hoje uma infinidade de códigos extremamente exatos, com os quais estabelecemos contatos sem fronteiras - impactos tecnológicos. Pela trajetória dos tempos, nós humanos nos tornamos especiais e talentosos, feito uma colméia de abelhas altamente organizada. Estamos famintos por comunicação, rápida e eficaz. Nesta seara, avançamos a passos largos, e a colheita é rica e boa. A comunicação, em seu universo, confere-nos possibilidades múltiplas e incomensuráveis. Oxalá a usemos para o bem de toda a aldeia global.

Contudo, na família, é preciso escolher e estabelecer limites. Devemos ter o cuidado de manter o encontro e o diálogo. O olhar... a palavra dita são as mais subjetivas premissas do processo. Nesta busca está inserida a comunicação direta e espontânea - ouvir e contar. E que a troca aconteça sem a invasão da televisão. Que o aparelho esteja em silêncio... que não sirva de pano de fundo no momento do encontro. Que o diálogo seja ilustrado tão somente pela voz das pessoas que amamos - que ouçamos o suave soar de cada palavra. Encontro de família - sem impactos tecnológicos. 

29 abril 2013

Eu espero por você. Não posso ouvir seus passos, nem tampouco escuto o seu chamado. De muito longe você vem, ou então... de pertinho. Eu nunca lhe vi pessoalmente. Desconheço o canto de sua voz e expressão de seu olhar. Nossa relação está baseada na silente virtualidade de nossos espaços. Preciso cuidar de você! 

E eu nem tenho cuidado de você... perdoe a ausência! 

Imagem&Texto: Ilaine

26 abril 2013

E lá longe... vales e montanhas.
O mundo descortina-se belo, em sua imensidão.



 

10 abril 2013

Sei como voltar: 
as cores do meu outono desenham caminhos. 
Yberê Líbera 




04 abril 2013

Sweet home...


Fiz estas imagens hoje à tarde - luzes de outono
envolvendo minha casa brasileira