24 setembro 2013

O que verdadeiramente somos 
é aquilo que o impossível cria em nós. 
Clarice Lispector
 


21 setembro 2013

Que seu sábado 
seja doce e lindo... 
O meu tem gosto de
 amêndoas e frutas.
 

17 setembro 2013

Está um dia lindo de outono. 
Fui no parque. 
E eu não estava sozinha. 
Havia muita luz... e era dourada. 

16 setembro 2013

Nova semana. Gosto dos ritos cotidianos.
Eles não me cansam, ao contrário, me inquietam.
Já saí para fotografar e comprei flores.
Arrumo a casa, rabisco ideias e invento minhas fábulas.
Disponho-me para o novo e recordo o momento feliz vivido lá longe.
Minha usual impaciência me faz criar.
O meu olhar procura outros prismas e, em minha sofreguidão,
desenho novos retratos... em outros momentos.
A natureza exerce uma estranha força sobre mim e sua graça é infindável.
 Em folhas soltas registro, então, algumas palavras – em rasgos de sentimentos.
E a palavra pode virar poesia em longa prosa.
Que a imagem possa ilustrar minha paixão pela fotografia –
uma deliciosa loucura em meu dia a dia. 






Imagens: Ilaine

15 setembro 2013

Quando vejo-as assim vermelhas,
 iluminadas pela luz do outono... 
simplesmente não resisto. 
Poderia fotografá-las todas. 
Todas! 







12 setembro 2013

Fotografia é uma maneira de contemplar o mundo. 
Procuro e observo pequenos detalhes 
e neles encontro formosura. 
O entusiasmo configura o belo 
em todas as suas dimensões. 
Luzes e cores. 
 Formas e espessuras.
 Aromas e sabores. 


08 setembro 2013

Obrigada, minhas queridas, pelo carinho. 
Fiquei muito feliz que tenham gostado. 
 Abraço forte! 
Feliz domingo! 


06 setembro 2013



Amigos queridos! 
Eu pintei um quadro!
Queria mostrar para vocês! 
Beijo grande para todos!


 




17 agosto 2013

Quanto a mim tenho que lhes dizer 
que as estrelas são os olhos de Deus 
vigiando para que tudo corra bem. 
Para sempre.
 E, como se sabe,
 para sempre não acaba nunca. 
 Clarice Lispector





Imagens: Ilaine

09 agosto 2013

Uma manhã de verão. Dias secos e quentes. 
Os campos dourados revelam a falta de chuva. 
 Abelhas e borboletas dançam ao perfume das flores,
como se fossem bailarinas. 
 Voam inquietas. Pousam e sugam. 
Flor amadurecida pelo sol - pólen e sementes. 
Óvulo maduro. 

07 agosto 2013

Minha participação nos festejos de aniversário do blog da querida Norma:

 

Recordo a casa de meus avós paternos e volto a ter nove anos de idade. A velha alvenaria é uma construção majestosa, construída no século passado. Seu fundamento sólido foi arquitetado para durar centenas de anos, marcando - dessa forma - a trajetória de várias gerações. Volumosos pilares e grossas vigas revelam a fortaleza de sua edificação, cujo teto abriga os entusiasmos de vovó Ernestina e os silêncios de Pedro, nosso avô.

 Em cada novo amanhecer, Ernestina Guilhermina Elisabeth abre as janelas de sua casa... e o ar cheiroso do campo invade e perfuma os aposentos. Há poucos móveis. A cozinha é ampla e arejada. O guarda-louça é um imponente armário, uma espécie de cristaleira, que descansa em cima de dois pés esculpidos, em forma de patas de leão. Nas extremidades do móvel, estão gravados belos arabescos de videiras e de frutos. Na varanda, há uma mesa de madeira nobre, decorada com figuras de porcelana e com pedras semipreciosas. Todos os sábados, vovó vai ao jardim e corta flores frescas para seus jarros. Então, enfeita a mesa com uma toalha de algodão engomada, cujos bordados perfeitos lhe concedem singular beleza. São adornos bordados à luz esmaecida de um candelabro, em longas noites de conversas e de planos. Cada desenho cerzido na toalha, simboliza um sonho de Ernestina - menina-moça - educada para casar e gerar filhos. Com a mão enrugada, vovó acaricia os pontos coloridos do bordado e recorda o passado.  Seu seu coração lateja de saudades. 

Ernestina serve a sobremesa. O fogão a lenha esquenta o casarão nas tardes gélidas e nebulosas de julho, quando aconchegados, degustamos o doce cremoso das frutas em calda, enquanto observamos a vivacidade das labaredas do fogaréu. Lá fora, o vento minuano insiste em assobiar a mesma cantilena, fazendo estremecer o dia de tristeza e de frio. Com galhardia, a velha senhora narra a história de sua vida, a fábula da minha tribo. Um tênue fio do passado a conduz por um espaço luminoso e sossego - em seu depósito translúcido de recordações. Minha avó paterna ensina versos, canções, trava-línguas e contos populares, como se tirasse cenas de sua própria infância do avental xadrez que descansa em seu regaço. É hora do conto!

05 agosto 2013

Mosaico de uma cultura. 
Casas de jardim.
 Pequeninos espaços cheios de flores.
 Um oásis em meio ao grande centro. 

Num parque... numa associação de jardins, em Copenhague







19 julho 2013

Sou como você me vê. 
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. 
Depende de quando e como você me vê passar.
 Clarice Lispector

18 julho 2013

Dia de passeio com a família

Sol e calor... nada como nadar na enseada. 



09 julho 2013

Urbe herdada

Encontrei-a enfeitada. Meu olhar se perdeu em paredes medievais - algumas coloridas, outras caiadas. As construções que vi não eram muito altas e nem tão majestosas, mas belas. As janelas eram como olhos que me olhavam. E sorriam. Toda a cidade parecia querer me falar algo. Eu podia ouvir os sussurros por entre as antigas construções. E o ar, este cheiro forte de mar. Canais pontilhados de embarcações. Ruelas para andar. Sentia-a muito perto. Ela me acolhia, podia perceber seu afago. Era um pouco estranha para mim, mas não distante. Nem fria. Nada queria esconder, sua autenticidade era o início de fáceis percursos. O balanço de minha procura... Ou eu a amava, ou não. E as amarras haviam sido lançadas nas âncoras. Já não poderia soltá-las com minhas mãos. A saudade viera também, eu a identifiquei na proa de cada navio. Mas a leveza dos cantos me fascinava: os jardins, as águas, os parques, os lagos, os castelos. Ouço agora as outras melodias... São baladas. É o mundo que criei, na cidade em que vivo. Urbe herdada. 



Copenhague
















"Sabemos que Copenhague não é New York... mas nós agimos, como se fosse!"







Estilo eclesiástico - quando se fala na arquitetura antiga dessa cidade...
Cidade das torres!

Outro dia tem mais... MAR!