24 setembro 2013
16 setembro 2013
Nova semana. Gosto dos ritos cotidianos.
Eles não me cansam, ao contrário, me inquietam.
Já saí para fotografar e comprei flores.
Arrumo a casa, rabisco ideias e invento minhas fábulas.
Disponho-me para o novo e recordo o momento feliz vivido lá longe.
Minha usual impaciência me faz criar.
O meu olhar procura outros prismas e, em minha sofreguidão,
desenho novos retratos... em outros momentos.
A natureza exerce uma estranha força sobre mim e sua graça é infindável.
Em folhas soltas registro, então, algumas palavras – em rasgos de sentimentos.
E a palavra pode virar poesia em longa prosa.
Que a imagem possa ilustrar minha paixão pela fotografia –
uma deliciosa loucura em meu dia a dia.
Eles não me cansam, ao contrário, me inquietam.
Já saí para fotografar e comprei flores.
Arrumo a casa, rabisco ideias e invento minhas fábulas.
Disponho-me para o novo e recordo o momento feliz vivido lá longe.
Minha usual impaciência me faz criar.
O meu olhar procura outros prismas e, em minha sofreguidão,
desenho novos retratos... em outros momentos.
A natureza exerce uma estranha força sobre mim e sua graça é infindável.
Em folhas soltas registro, então, algumas palavras – em rasgos de sentimentos.
E a palavra pode virar poesia em longa prosa.
Que a imagem possa ilustrar minha paixão pela fotografia –
uma deliciosa loucura em meu dia a dia.
Imagens: Ilaine
07 agosto 2013
Recordo a casa de meus avós paternos e volto a ter nove anos de idade. A velha alvenaria é uma construção majestosa, construída no século passado. Seu fundamento sólido foi arquitetado para durar centenas de anos, marcando - dessa forma - a trajetória de várias gerações. Volumosos pilares e grossas vigas revelam a fortaleza de sua edificação, cujo teto abriga os entusiasmos de vovó Ernestina e os silêncios de Pedro, nosso avô.
Em cada novo amanhecer, Ernestina Guilhermina Elisabeth abre as janelas de sua casa... e o ar cheiroso do campo invade e perfuma os aposentos. Há poucos móveis. A cozinha é ampla e arejada. O guarda-louça é um imponente armário, uma espécie de cristaleira, que descansa em cima de dois pés esculpidos, em forma de patas de leão. Nas extremidades do móvel, estão gravados belos arabescos de videiras e de frutos.
Na varanda, há uma mesa de madeira nobre, decorada com figuras de porcelana e com pedras semipreciosas. Todos os sábados, vovó vai ao jardim e corta flores frescas para seus jarros. Então, enfeita a mesa com uma toalha de algodão engomada, cujos bordados perfeitos lhe concedem singular beleza. São adornos bordados à luz esmaecida de um candelabro, em longas noites de conversas e de planos. Cada desenho cerzido na toalha, simboliza um sonho de Ernestina - menina-moça - educada para casar e gerar filhos. Com a mão enrugada, vovó acaricia os pontos coloridos do bordado e recorda o passado. Seu seu coração lateja de saudades.
Ernestina serve a sobremesa. O fogão a lenha esquenta o casarão nas tardes gélidas e nebulosas de julho, quando aconchegados, degustamos o doce cremoso das frutas em calda, enquanto observamos a vivacidade das labaredas do fogaréu. Lá fora, o vento minuano insiste em assobiar a mesma cantilena, fazendo estremecer o dia de tristeza e de frio. Com galhardia, a velha senhora narra a história de sua vida, a fábula da minha tribo. Um tênue fio do passado a conduz por um espaço luminoso e sossego - em seu depósito translúcido de recordações. Minha avó paterna ensina versos, canções, trava-línguas e contos populares, como se tirasse cenas de sua própria infância do avental xadrez que descansa em seu regaço. É hora do conto!
18 julho 2013
09 julho 2013
Urbe herdada
Encontrei-a enfeitada. Meu olhar se perdeu em paredes medievais - algumas coloridas, outras caiadas. As construções que vi não eram muito altas e nem tão majestosas, mas belas. As janelas eram como olhos que me olhavam. E sorriam. Toda a cidade parecia querer me falar algo. Eu podia ouvir os sussurros por entre as antigas construções. E o ar, este cheiro forte de mar. Canais pontilhados de embarcações. Ruelas para andar. Sentia-a muito perto. Ela me acolhia, podia perceber seu afago. Era um pouco estranha para mim, mas não distante. Nem fria. Nada queria esconder, sua autenticidade era o início de fáceis percursos. O balanço de minha procura... Ou eu a amava, ou não. E as amarras haviam sido lançadas nas âncoras. Já não poderia soltá-las com minhas mãos. A saudade viera também, eu a identifiquei na proa de cada navio. Mas a leveza dos cantos me fascinava: os jardins, as águas, os parques, os lagos, os castelos. Ouço agora as outras melodias... São baladas. É o mundo que criei, na cidade em que vivo. Urbe herdada.
Copenhague
"Sabemos que Copenhague não é New York... mas nós agimos, como se fosse!"
Estilo eclesiástico - quando se fala na arquitetura antiga dessa cidade...
Cidade das torres!
Outro dia tem mais... MAR!
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