27 fevereiro 2013
12 fevereiro 2013
Ensaio fotográfico
Queridos amigos!
Vocês sabem que adoro fotografar flores, cidades e design. Hoje, no entanto, quero mostrar para vocês meus primeiros ensaios em fotografias de pessoas. A menina das imagens é minha aFILHAda e sobrinha Luise - a princesinha cobaia de minha lente. Então... espero que gostem! Beijo grande!
05 fevereiro 2013
Campanha de incentivo à leitura - por convite da querida Mariana!
E havia aquele livro... Meu pai guardava-o na cômoda de seu quarto, lá onde ninguém podia vê-lo. Lembro-me que, quando menina, de vez em quando eu o procurava. Às escondidas, segurava o volume em minhas mãos e folhava suas finíssimas páginas. Era um livro sobre medicina e saúde. Parecia ser muito importante. Na verdade, era o único volume que possuíamos... Mas valia por muitos. Matheus, meu filho, ainda era bebê quando manuseou seu primeiro livro. Tinha folhas duras e grossas, com belíssimas ilustrações de instrumentos musicais. Sempre quando viajávamos ao Brasil, recebíamos presentes em forma de livros da família e de nossos amigos. Em pouco tempo formamos na nossa casa em Copenhague uma pequena biblioteca de escritores brasileiros. Era preciso que os meninos sonhassem e se deliciassem com as histórias de nossos autores. Queria que se identificassem com os personagens desses livros preciosos, relacionando fatos e vivências do Brasil. Era a melhor forma de conhecer a cultura de meu país. Trazíamos na mala obras de Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Dilan Camargo, Gustavo Finkler, Lígia Bojunga Nunes, Ziraldo e tantos outros. Naturalmente também descobriram a magia de Mário Quintana, de Vinícius e de Monteiro Lobato. Matheus e Christian eram também maluquinhos e viajavam pelos obras que trazíamos, matando assim, as saudades que sentiam da pátria distante. São leitores apaixonados desde muito pequenos. Eu ficava impressionada com a “leitura“ que realizavam: com o dedinho me mostravam as ilustrações e minúsculos detalhes da história que ora estávamos a ler. Livros eram como uma barra de chocolate, ricamente embrulhados... Era necessário abri-los e, de passo em passo, descobrir seus segredos deliciosos. Mais tarde, eles se impressionaram, por exemplo, com o desenho da primeira letra de cada capítulo de História sem Fim. Tiveram a oportunidade de ler Hans Christian Andersen no original, assim como Michael Ende, J. K. Rowling, Philip Pullman, Christopher Paolini e outros.
Durante as festas natalinas estivemos por três semanas no Brasil. Neste período, Matheus, com 17 anos, leu quatro livros. E, entre eles, para o meu orgulho - Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago - na versão em inglês: Blindness.
Texto ( 2011 ) e imagem: Ilaine
30 janeiro 2013
A escrita é o sentimento que esparrama nesta
folha - como agora... eu escrevo, eu sou, eu expresso. O dedilhar nas
teclas registra os fios de uma ideia – fios de ouro, feito filigranas.
As mãos ágeis pincelam na folha um pouco de mim. São os
murmúrios do corpo e o cantar da alma. Preciso segurar esta melodia...
quero capturá-la, como se fosse uma fotografia. Formarei uma moldura, um
risco, uma pintura. Talvez esta tela já existia em mim, mas andava
sépia.

24 janeiro 2013
Para Maris
Faz muito tempo, é como se fossem centenas de anos... Talvez uma eternidade nos separa. Lembro de ti, Maris, a menina loira de meus dias de infância. Teus olhos azuis expressavam um carinho sólido. Falavam neste silêncio constante e profundo que neles existia. E em ti havia tanta coisa escondida e calada... Medias as palavras. Preferias balbuciá-las de mansinho, em fragmentos monossilábicos. Falavas com vozes de aquarela, timbres suaves saiam de tua boca e te deixavam ainda mais branca, quase frágil. Lembras do balanço que teu pai confeccionou para nós? Duas cordas e um pedaço de madeira – a arquitetura perfeita de nossa alegria. Quando brincávamos à beira da água, escolhíamos para ti nomes de artistas loiras - as mais famosas - e nelas incorporavas com a parte mais tênue de teu talento representativo. A Maris que eras, não permitia que assumisses uma outra identidade, o pincel que usavas para representar, era de finíssimos fios. Teus traços são mais profundos.
Saudades de você, Maris!
22 janeiro 2013
Meninas/os!
Ah! Estou felicíssima... e quero muito compartilhar com vocês!
É só dar uma olhadinha aqui!
Obrigada, Caroline!
Adorei!
Ah! Estou felicíssima... e quero muito compartilhar com vocês!
É só dar uma olhadinha aqui!
Obrigada, Caroline!
Adorei!
Poesia nos detalhes! Para muitos, cuidar da casa pode ser considerado um sacrifício, mas para ela é poesia. Ilaine Kunz cuida da casa como quem cuida da própria alma. Captura imagens dos pequenos detalhes: dos vasos, das flores e dos livros. Cada cantinho é cuidado com a maior dedicação e os sentimentos são descritos com palavras preciosas. É a blogterapia + a casaterapia, duas manias que juntas resultam num diário de decoração de atmosfera lírica. Com influências européias somadas às adquiridas vivendo no sul do
Brasil, Ilaine compõe cada espaço de sua casa com romantismo. O olhar
fotográfico monta as composições que depois se transformarão em lindas
fotografias no blog Minha Casa, Meu Castelo...
Se quiser curtir... Veja também aqui!
21 janeiro 2013
Hoje quero mostrar um pouco de minha cozinha. Ela ainda não está bem completa... falta o forno e a coifa. Também trouxe de Copenhague penduricos para louças, mas falta fazer furos na parede. É bastante espaçosa. Gosto de deixá-la sempre bem arrumada. Espero que gostem! Boa semana para todos!
A decoração nem sempre é a mesma, pois vivo mudando as coisas de lugar...
Você também é assim?
Você também é assim?
... o sol da manhã...
14 janeiro 2013
Então, escrevo para mim. Digito um pouco do que sou nesta tela. É uma espécie de desabafo com este computador amigo: ele me ouve, registra e concorda comigo. Através dele, olhos para o mundo, saio de casa. Penetro por esta técnica, da qual nada entendo, e alcanço milhas. A expressão é um espelho. Através dela mostro quem eu sou e me exponho. A escrita é uma espécie de parte, pedaços de mim que se formam em mensagem. As palavras são reveladoras. Algumas vezes, sei escolhê-las, outras vezes, me perco em seu universo e me falta o talento. Ai, palavras, que estranha potência a vossa, dizia Cecília. Sim, são poderosas e exigentes. É preciso saber manejá-las para delas emanar. Elas, quando as encontro, carregam-me para além de mim. Transportam-me para um lugar normalmente inacessível e me concedem felicidade. Então nos encontramos e juntas, vamos navegando. Flutuamos para um espaço só nosso. Talvez camuflado para o leitor. Talvez transparente. A gente nunca sabe.
Beijo no coração
12 janeiro 2013
Para você que me lê...
Desejo um final de semana maravilhoso.
Tenha lindos dias.
Com amor ... da Ila!
Porcelanas da Greengate

11 janeiro 2013
Para você... com carinho!
A romãzeira está em flor.
E o universo se cria e produz em uma flora e fauna tão rica... perto de onde estou. Posso tocar. Este é meu espaço onde vivo, aqui nas américas – o lugar que era meu. Sentia-o em minha posse, algo natural, já dito ao embalar-me no berço. Em brasilidade cresci e nestes campos fui experimentando a vida. Mas o tempo trouxe outras trilhas e eu segui algumas delas. A pequenina aldeia, em cima da montanha, ficou quase minúscula... no entanto, passou a ocupar um lugar cada vez maior dentro de mim. Há idas e vindas, muitas. A Europa... descobri-a pouco a pouco e fui levando um punhadinho de cada lugar por onde andei. Encontrei muitas pessoas – de países diversificados. Com cada uma fui moldando meu pensamento e cada qual deixou um um presente precioso em meu alforge. Dois mundos. Aqui e lá - lá e aqui. Lembranças vivas – lembranças desbotadas. Relações fortes – lembro-me de quando vi, pela primeira vez, a neve. Onde empilhar tudo isto?
A acerola deu frutos duas vezes – vermelhas, em pares. A calçada de minha casa passou a ser um caminho rosado, de flores. É verão... Ah, como a cigarra canta – em altos decibéis!

10 janeiro 2013
... da beleza de nossos prados
Viajar e conhecer... Seguir estradas que contam histórias e ilustram realidades. Subir montanhas e passear na beira da praia – ondas de espuma branquinha que molham os pés. Observar a flor linda e impressionar-se com a diversidade das folhas – formatos em coração. As constelações no hemisfério sul e a lua lá no céu. Degustar pratos típicos e seguir o vale dos vinhedos. Por estes dias fui guia turística. Respondi a muitas perguntas e narrei tantos fatos. Ouvi palavras... coisas bonitas e tanta admiração pelo nosso país. E sim... eu continuo irremediavelmente apaixonada. Como não?
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