20 setembro 2014



A luminosidade outonal
é algo de rara beleza. 
Saio para a rua. 
Pelo caminho encontrei um esquilo. 
Mais vezes os encontro, mas quase sempre são tão 
esquivos que não consigo fotografá-los.
 Hoje, no entanto, tive sorte. Ele não me 
percebeu e eu pude chegar mais perto. 
Comia muito. A castanha parecia estar uma delícia. 
Encontros que marcam!




Beijo da Ila

29 agosto 2014



Viver é uma arte que ensaiamos todos os dias.
O segredo da rotina mágica não tem receita pronta.
É preciso... é preciso experimentar. 
Adicionemos, pois, ao nosso dia a dia
um punhado de aventura,
colheradas bem cheias de humildade,
algumas doses de coragem,
poções sem medida de tranquilidade
 e uma pitadinha de loucura. 
Ah, e não esqueça: sonhos e boemia a gosto.

A vida é uma jornada e não uma destinação!






Beijo da Ila

22 agosto 2014

É impossível não sentir os ritmos das estações que, por aqui, se caracterizam de forma vigorosa e peculiar. O tempo urge, chegou agosto e já lá vai pela metade. Mês de hibiscos, de dálias e margaridas de várias cores. Hoje comprei um crisântemo, em castanho avermelhado, para enfeitar a mesa no jardim. Na floricultura haviam também vistosos buquês de gladíolos, iguaizinhos com as que mamãe cultivava. Já as malvas, estão com fartas sementes e as castanhas, em poucos dias, estarão saindo de sua espinhosa cúpula. Os dias estão mais curtos, há outros ventos e cheiros – verão tardio – como falamos, docemente. O mundo parece que está a sossegar. É como se tudo estivesse sendo embalado por um movimento adágio – mais lento que o andante, melancólico e sustenido como na Sonata ao Luar. Na verdade, com ou sem sinfonias, com ou sem Beethoven, o verão está por um fio. E o outono me parece... já está na soleira da porta, a esperar por um convite para entrar. A exuberância das cores me inspira e eu me deixo arrastar por uma força que ainda não consegui definir. Sinto-me minúscula diante de tanta poder – que me molda, que embriaga, que me vira do avesso. Literalmente. 














18 agosto 2014

Sabe!
 Eu queria ter escrito algo imenso para você hoje. 
Mas cadê as palavras? 
Não as encontrei em lugar nenhum dentro de mim. 
Então... deixo uma imagem e um carinho, 
que podem contar, contar tantas coisas para você. 
E no mais, queria só dizer: 
vire a página do ontem e seja feliz hoje!

Boa semana!

31 julho 2014

Que direção tomar? Escolho o lugar para onde vou. 
Levo a máquina fotográfica, meu celular,
uma garrafa de água e muita emoção. 
Sair para fotografar é sempre um evento para mim. 
Simplesmente adoro e no momento me parece algo indescritível. 
Nem sempre as imagens ficam boas,
nem sempre encontro a luz e a s cores que procuro... 
mas nunca, nunca a poesia me abandona.
Ela me acompanha, segura minha mão e me guia. 
Caminhar e fazer fotos é uma terapia.
Os quadros se agrupam diante de mim e,
em contradança, aos pares, desfilam e se expõem.
O mar que nunca fica longe, é um ponto de encontro. 
O azul sempre sereno reflete acordes perfeitos e
eu ouço uma canção de muito longe. 
Ondas e gaivotas se unem em esplêndidas coreografias. 
Bebo meu alvoroço e sento na beira do cais. 
Sinto que acabei de chegar – a imagem é o embrião,
o texto haverá de nascer em parto normal... de minha embriaguez.


Fotos: arredores de Copenhague
nos bairros de 
Østerbro & Hellerup




















25 julho 2014

Fazia tempo em que não ia para Munique, 
uma das primeiras cidades 
que conheci em minhas viagens. 
Talvez você a conheça também. 
Então... vamos recordar?
Bom passeio!


A Prefeitura de Munique no
Marienplatz

















Busto de Sophie Scholl  com rosas brancas no hall de entrada da Universidade de Munique.
  
Alemanha, em plena II Guerra Mundial. 
Os Geschwister Scholl –  Hans e Sophie – 
jovens universitários,
eram membros ativos do grupo Weisse Rose,
movimento de resistência contra o regime nazista. 
Os irmãos Scholl foram denunciados em fevereiro de 1943 
pelo caseiro da Universidade, 
quando distribuíam panfletos no hall em 
manifestos contra Hitler. Hans e Sophie foram condenados 
à morte em 22 de fevereiro de 1943.
Hoje são exemplos marcantes de coragem civil.

 
O filme:  
 Sophie Scholl – Die letzten Tage, 
com belíssima interpretação de Julia Jentsch, 
mostra os últimos dias da vida de 
Sophie Scholl. 
Imperdível! 


Os panfletos na entrada principal da   
Ludwig-Maximilians-Universität em Munique.


Sei que faz muito tempo, mas ao estar no lugar, 
onde algo tão triste aconteceu...
é impossível não se emocionar.


Schloss Nymphenburg